BERÇO MONDRIAN
A memória e o imaginário da criança se constroem a partir de repertório. Quanto mais cedo o contato com a arte, mais rico o universo interior que se forma. A coleção Mondrian nasce dessa convicção — de que um quarto de bebê pode ser também um primeiro museu, um lugar onde a arte habita antes mesmo que a criança saiba nomeá-la.
A cabeceira é uma releitura direta da obra de Piet Mondrian: linhas ortogonais bem marcadas, como as traças pretas que definem seus quadros, e planos internos que se preenchem de cor. A grade lateral é ferro esbelto, quase delicado, e pode ser pintada — vermelho, amarelo, azul, ou qualquer cor que componha com o ambiente. Uma peça que muda de humor sem mudar de forma.
Os parafusos são embutidos nas peças, invisíveis. No topo de cada pé, uma pequena esfera — que é também o parafuso — transforma a montagem em brincadeira. Quase um brinquedo em tamanho real, que os pais montam com as mãos e a criança observa com os olhos.
Quando chega a hora de virar caminha, a grade não sai inteira — ela é elemento estrutural e permanece como contorno. As gradinhas do meio podem ser removidas, criando uma passagem. E esse contorno que fica abre outra possibilidade: uma cabaninha. Um esconderijo. Um universo dentro do universo.
Produzido artesanalmente em madeira maciça Jequitibá e ferro, com três alturas reguláveis de colchão que acompanham cada conquista da criança — do recém-nascido até os primeiros passos autônomos.
